O Ramadão é o nono mês do calendário islâmico. É o mês
durante o qual os muçulmanos praticam o seu jejum ritual, o quarto dos cinco
pilares do Islão.
Todos os muçulmanos adultos e saudáveis devem fazê-lo. Crianças
doentes, grávidas e idosos não o fazem. Este é um mês em que as mesquitas se
enchem em todo o mundo.
É o mês sagrado para os muçulmanos porque foi durante
este período que o profeta Maomé recebeu as primeiras revelações do Alcorão.
O facto de não comer e não beber durante muitas horas
também é benéfico para o organismo, mas todo o outro processo é igualmente
importante.
Segundo o xeque Munir, o íman de Lisboa, este é também um
momento de misericórdia para a reflexão dos muçulmanos e um momento para
mostrarem a sua generosidade que começa, por exemplo, “no dar de comer a um
jejuador”.
O objectivo do jejum é valorizar o que nós temos e sentir
na pele o que outro não tem. Não é algo novo inventado pelo profeta Maomé, mas
é um mês de sacrifício de reflexão e dos muçulmanos pensarem e reflectirem, é
um mês em que as pessoas se tornam generosas.
Neste mês, defende, os líderes religiosos têm de
transmitir uma mensagem de paz e de tolerância. Não sendo Portugal um país
islâmico, a prática do jejum e a vivência do Ramadão altera um pouco o
dia-a-dia, especialmente os que trabalham, mas no entender do xeque Munir é
realizado de forma tranquila.
Abdool Vakil, presidente da Comunidade Islâmica em
Portugal, diz que foi dos primeiros a chegar a Portugal em 1956 e que na altura
a sua prática era vista “ como um animal exótico”.
Vão agora entrar no sagrado mês do Ramadão e dizem que
aqui vivem bem. As pessoas apreciam quando vêem os muçulmanos a jejuar. Este é
também o mês da caridade e “de olhar para o outro que necessita”.
Este ano,o Ramadão começa hoje, dia 26 de Maio, ao pôr do sol.
Margarida Silva

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