segunda-feira, 22 de maio de 2017

1º de Maio: a história



         

1 de Maio é o dia do trabalhador, data que tem origem na primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886.

Em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial.

Foram os factos históricos que transformaram o 1 de Maio no dia do trabalhador. Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir os seus direitos, apenas trabalhavam...

No dia 23 de Abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1 de Maio como feriado, e uns anos depois a Rússia fez o mesmo.
                                         
No Brasil é costume os governos anunciares o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de Maio. 

No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.  
Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da realização internacional. Mas as acções do dia do trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, com discursos pelo meio, e a algumas romarias aos cemitérios em homenagem aos operários e activistas mortos na luta pelos seus direitos laborais.
Com as alterações qualitativas assumidas pelo sindicalismo português no fim da Monarquia, ao longo da primeira República transformou-se num sindicalismo reivindicativo, consolidado e ampliado. O 1º de Maio adquiriu também características de acção de massas.

 Até que em 1919, após  algumas das mais gloriosas lutas do sindicalismo e dos trabalhadores portugueses, foi conquistada e consagrada na lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.
Mesmo no Estado Novo, os portugueses souberam tornear os obstáculos do regime à expressão das liberdades. As greves e as manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo. 
Nesse período, apesar das proibições e da repressão, houve manifestações dos pescadores, dos corticeiras, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da Cuf. No dia 1 de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 10.0000 pessoas, no Porto 20.000 e em Setúbal, 5000.
Ficarão como marco indelével na história do operariado português, as revoltas dos assalariados agrícolas dos campos do Alentejo, com o grande impulso do 1º de Maio de 1962.
Mais de 200 mil operários agrícolas, que até então trabalhavam de sol a sol, participavam nas greves realizadas e impuseram aos agrários e ao governo de Salazar a jornada de oito horas de trabalho diário. Claro que o 1º de Maio mais extraordinário realizado até hoje , em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou depois do 25 de Abril de 1974.
Em Portugal por tradição este feriado é marcado com uma grande manifestação que vai do Martim Moniz à Alameda, isto em Lisboa. Participam muitos trabalhadores de diversos sectores profissionais, seja do sector privado ou público. Tirando alguns serviços de actividade específica, o País pára neste dia assinalável. O 1º de Maio é comemorado normalmente em clima de festa, que culmina com discurso do secretário geral da CGTP.

Para além de ser uma data comemorativa as unidades sindicais do nosso País, aproveitam este dia para fazer as suas reivindicações
                                  


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