Gosto de muito de ler e tento ter sempre um
tempo para o fazer, relaxa-me.
Leio estes livros há uns tempos e
escolhi falar um pouco sobre poesia, pois considero este género muito
interessante.
“Poesia
é um género literário caracterizado pela composição em versos estruturados de
forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética retratada pelo poeta
em forma de palavras.
No
sentido figurado, poesia é tudo aquilo que comove, que sensibiliza e desperta
sentimentos. É a forma de arte que inspira e encanta.
Ao
longo dos séculos, a poesia tem sido usada como forma de expressar os mais
variados sentimentos, como o amor, amizade, tristeza, saudade, etc”
É por isso, pela expressão de sentimentos que
eu em 2011 escrevi o poema “ O meu sonho!”, sem me preocupar com a rima mas com
a mensagem:
“Alguém
viu o meu sonho???
É
isso que venho perguntar
Será
que foi a terra ou vento que o levou
Onde
será que pousou?
Com
que está o meu sonho?
Quero
saber quem está com ele
Quero
saber que me tirou
Por
onde é que ele foi?
Se
alguém souber dele
Digam-me
e indiquem em que direção é que ele foi
Quero
voltar a ter sonhos como este
E
para voltar a ter….
Preciso
deste sonho
Por
isso volto a perguntar alguém viu o meu sonho?”
O
sonho comanda a minha vida e por isso aqui estou a concluir o 12º ano porque
tenho o sonho de “chegar mais longe”
Pedra Filosofal
Eles
não sabem que o sonho
é
uma constante da vida
tão
concreta e definida
como
outra coisa qualquer,
como
esta pedra cinzenta
em
que me sento e descanso,
como
este ribeiro manso
em
serenos sobressaltos,
como
estes pinheiros altos
que
em verde e oiro se agitam,
como
estas aves que gritam
em
bebedeiras de azul.
eles
não sabem que o sonho
é
vinho, é espuma, é fermento,
bichinho
álacre e sedento,
de
focinho pontiagudo,
que
fossa através de tudo
num
perpétuo movimento.
Eles
não sabem que o sonho
é
tela, é cor, é pincel,
base,
fuste, capitel,
arco
em ogiva, vitral,
pináculo
de catedral,
contraponto,
sinfonia,
máscara
grega, magia,
que
é retorta de alquimista,
mapa
do mundo distante,
rosa-dos-ventos,
Infante,
caravela
quinhentista,
que
é cabo da Boa Esperança,
ouro,
canela, marfim,
florete
de espadachim,
bastidor,
passo de dança,
Colombina
e Arlequim,
passarola
voadora,
pára-raios,
locomotiva,
barco
de proa festiva,
alto-forno,
geradora,
cisão
do átomo, radar,
ultra-som,
televisão,
desembarque
em foguetão
na
superfície lunar.
Eles
não sabem, nem sonham,
que
o sonho comanda a vida,
que
sempre que um homem sonha
o
mundo pula e avança
como
bola colorida
entre
as mãos de uma criança.
António
Gedeão
In
Movimento Perpétuo, 1956
Margarida Silva

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