sexta-feira, 19 de maio de 2017

Eu e a poesia





Gosto de muito de ler e tento ter sempre um tempo para o fazer, relaxa-me.
          Leio estes livros há uns tempos e escolhi falar um pouco sobre poesia, pois considero este género muito interessante.
“Poesia é um género literário caracterizado pela composição em versos estruturados de forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética retratada pelo poeta em forma de palavras.
No sentido figurado, poesia é tudo aquilo que comove, que sensibiliza e desperta sentimentos. É a forma de arte que inspira e encanta.
Ao longo dos séculos, a poesia tem sido usada como forma de expressar os mais variados sentimentos, como o amor, amizade, tristeza, saudade, etc”
É por isso, pela expressão de sentimentos que eu em 2011 escrevi o poema “ O meu sonho!”, sem me preocupar com a rima mas com a mensagem:

“Alguém viu o meu sonho???
É isso que venho perguntar
Será que foi a terra ou vento que o levou
Onde será que pousou?
Com que está o meu sonho?
Quero saber quem está com ele
Quero saber que me tirou
Por onde é que ele foi?
Se alguém souber dele
Digam-me e indiquem em que direção é que ele foi
Quero voltar a ter sonhos como este
E para voltar a ter….
Preciso deste sonho
Por isso volto a perguntar alguém viu o meu sonho?”

O sonho comanda a minha vida e por isso aqui estou a concluir o 12º ano porque tenho o sonho de “chegar mais longe

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,

passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão

In Movimento Perpétuo, 1956

Margarida Silva

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