A melhor fotografia jornalística
de 2017 segundo a world press photo, cuja exposição está neste momento
no Museu Nacional de Etnologia, na cidade de Lisboa, pertence a um jornalista
Turco, Burhan Ozbilici, registando o momento do atentado ocorrido em Ancara que
acabaria por tirar a vida ao embaixador Russo.
World press photo é uma organização independente sem fins
lucrativos fundada em 1955 em Amsterdão. É conhecida por
realizar anualmente a maior e mais prestigiada distinção
de fotojornalismo do mundo.
Depois da cerimónia, as fotografias vencedoras são colocadas
em uma exposição itinerante visitada por milhões de pessoas ao redor de 40
países. A cada ano um livro com todos os registos premiados é publicado em seis
idiomas diferentes.
A exposição da World press
photo é um acontecimento muito importante, tendo em conta o prestígio e o
reconhecimento do fotojornalismo. Ainda assim não deixa de levantar questões
éticas importantes, isto se pensarmos que alguns jornalistas preferem tirar “a
foto” em vez de intervirem na situação. Curiosamente, a foto eleita este ano
coloca a questão ao contrário: o jornalista podia ter fugido, não arriscando a
sua vida, mas ficou, para eternizar o momento de terrorismo.

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