A cirurgia chama-se Estimulação Cerebral Profunda e já é considerada uma das maiores revoluções do cérebro e está a ser feita por médicos portugueses. Através
de eléctrodos dentro do crânio, é possível tratar doenças como Parkinson, Alzheimer,
Distonia, Anorexia, Obesidade, Depressão e ate mesmo obsessões e
toxicodependência. No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, fez-se mesmo uma experiência única no mundo, ao operar-se o primeiro dependente de cocaína.
Os médicos portugueses conseguiram bloquear a zona cerebral
do prazer, devolvendo ao doente uma vida sem dependência de drogas. Até onde
irão os limites éticos de tudo isto? É a pergunta que agora se coloca a muitos
médicos.
A terapêutica consiste no imolante de um dispositivo
colocado a poucos centímetros do cérebro, numa intervenção em que o doente
apenas recebe anestesia local para poder colaborar no procedimento e assegurar
a eficácia dos tratamentos.
Manuel Felizardo, engenheiro civil, de Pombal, recebeu o
diagnóstico aos 41 anos, numa consulta de medicina do trabalho, que confirmou a
causa dos tremores que registava nos membros superiores: “ Tinha muitas dificuldades
de locomoção e cheguei a deslocar-me de cadeira de rodas, mas depois da
cirurgia tive uma melhoria muito significativa e um aumento de qualidade de
vida substancial. Depois da intervenção, a minha qualidade de vida alterou-se
significativamente. Quase que não me conseguia mexer e depois fiquei muito
melhor”.
Por este comentário do Sr. Manuel, dá para ver que este tipo
de tratamento lhe fez bem de alguma forma, e por aqui pode ver-se que devia de
ser feito noutros doentes que sofrem da mesma doença ou das outras referidas.
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